Onde reside o significado de uma frase? A matemática pode dizer-nos. Perceber o fenómeno da linguagem, através desta ciência exata, pode ajudar-nos a compreender melhor o mundo que nos rodeia. Para saber mais clicar AQUI.
Passo a explicar. Para tal, servir-me-ei das palavras de Fernando Savater, filósofo e grande pedagogo espanhol, no seu livro "O Valor de Educar" [pp.52-54]. São elas que melhor dirão dos objectivos & intenções deste blogue. Ei-las:
«Em linhas gerais, a educação, orientada para a formação da alma e para a transmissão do respeito pelos valores morais e patrióticos foi sempre considerada de um nível superior ao da instrução, destinada a dar a conhecer competências técnicas ou teorias científicas. (...)
Em contraposição, educação versus instrução, parece hoje notavelmente obsoleta e bastante enganadora. (...). Sucede ainda que separar a educação da instrução se mostra não só indesejável, mas igualmente impossível, uma vez que não se pode instruir sem educar e vice-versa. Como poderemos transmitir valores morais ou de cidadania sem recorrermos a informações históricas, sem termos em conta as leis em vigor e o sistema de governo estabelecido, sem falarmos de outras culturas e países, sem reflectirmos, por elementarmente que seja, sobre a psicologia e a fisiologia humanas ou em empregarmos algumas noções de informação filosófica? E como poderemos instruir alguém em matéria de conhecimentos científicos, se não lhe inculcarmos o respeito por valores tão humanos como a verdade, a exactidão ou a curiosidade?». Ah e também de Pitágoras «eduquemos as crianças e não será necessário castigar os homens»
Coragem... pequeno soldado do imenso exército. Os teus livros são as tuas armas, a tua classe é a tua esquadra, o campo de batalha é a terra inteira, e a vitória é a civilização humana" (Amicis, Edmondo in Cuore)
«Em linhas gerais, a educação, orientada para a formação da alma e para a transmissão do respeito pelos valores morais e patrióticos foi sempre considerada de um nível superior ao da instrução, destinada a dar a conhecer competências técnicas ou teorias científicas. (...)
Em contraposição, educação versus instrução, parece hoje notavelmente obsoleta e bastante enganadora. (...). Sucede ainda que separar a educação da instrução se mostra não só indesejável, mas igualmente impossível, uma vez que não se pode instruir sem educar e vice-versa. Como poderemos transmitir valores morais ou de cidadania sem recorrermos a informações históricas, sem termos em conta as leis em vigor e o sistema de governo estabelecido, sem falarmos de outras culturas e países, sem reflectirmos, por elementarmente que seja, sobre a psicologia e a fisiologia humanas ou em empregarmos algumas noções de informação filosófica? E como poderemos instruir alguém em matéria de conhecimentos científicos, se não lhe inculcarmos o respeito por valores tão humanos como a verdade, a exactidão ou a curiosidade?». Ah e também de Pitágoras «eduquemos as crianças e não será necessário castigar os homens»
Coragem... pequeno soldado do imenso exército. Os teus livros são as tuas armas, a tua classe é a tua esquadra, o campo de batalha é a terra inteira, e a vitória é a civilização humana" (Amicis, Edmondo in Cuore)
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domingo, 20 de abril de 2025
terça-feira, 12 de julho de 2022
ENSINO: "Matemática dá-nos poder". Escola de Évora é tubo de ensaio para novo programa
As novas Aprendizagens Essenciais começam a ser aplicadas já no próximo ano letivo 2022/2023. Pretende-se uma Matemática mais inclusiva, para que ninguém fique de fora. A Renascença foi à escola da Comenda, em Évora, assistir a uma aula. Para saber mais clicar AQUI.
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segunda-feira, 22 de abril de 2019
EDUCAÇÃO&FORMAÇÃO: Se esta rua fosse minha
De pouco serve aprender uma disciplina de forma descontextualizada. Para que serve aprender uma língua e não a usar na comunicação, na interpretação, na expressão de ideias e de sentimentos? Para saber mais clicar AQUI.
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terça-feira, 2 de abril de 2019
COMEMORAÇÃO/EFEMÉRIDE: Dia Internacional do Livro Infantil
Os livros são educadores silenciosos, enriquecem a vida e o mundo mágico das crianças. Mas sozinhos não fazem milagres. É fundamental o papel de mediação e partilha dos pais, a sua disponibilidade para se perderem com as histórias, num jogo de cumplicidade. O livro deve ser lido em conjunto, não só com a voz, os olhos e os ouvidos, mas como todo o corpo. Tocado, cantado e dançado num abraço simbiótico, no qual a criança é soberana. O adulto deve saber respeitar os seus tempos, as observações, as pausas e o seu direito de decidir como ler. Mesmo que de maneira desordenada e sem lógica, enquanto que a mão e os dedos marcam o ritmo da leitura. Passando rapidamente as páginas, saltando as que aborrecem ou detendo-se longamente nas mais convidativas. Para saber mais clicar AQUI.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2018
EDUCAÇÃO&FORMAÇÃO: Falar às crianças
«A palavra sábia é aquela que, quando contada a uma criança, é entendida sem necessidade de explicações.» Para saber mais, clicar AQUI.
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domingo, 25 de março de 2018
EDUCAÇÃO&FORMAÇÃO: Há mais vida para lá do digital
Já há países em que a dependência das tecnologias de informação e comunicação consta do plano nacional de dependências. Para saber mais, clicar AQUI.
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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018
EDUCAÇÃO&FORMAÇÃO: A SuperNanny mostrou aquilo que os professores há muito dizem & Cia.
11 frases que mostram que o seu filho está ansioso
A dificuldade de comunicação entre pais e filhos é uma das origens dos problemas de comportamento de crianças e adolescentes. O que eles dizem e fazem pode revelar um acumular de stress e ansiedade cada vez mais presentes na geração da tecnologia e redes sociais. Se o seu filho disser constantemente alguma destas 11 frases, pense duas vezes antes de o reprimir e procure saber o que realmente se passa. Para saber mais, clicar AQUI.
A dificuldade de comunicação entre pais e filhos é uma das origens dos problemas de comportamento de crianças e adolescentes. O que eles dizem e fazem pode revelar um acumular de stress e ansiedade cada vez mais presentes na geração da tecnologia e redes sociais. Se o seu filho disser constantemente alguma destas 11 frases, pense duas vezes antes de o reprimir e procure saber o que realmente se passa. Para saber mais, clicar AQUI.
10 dicas para pais com medo de falhar
As crianças crescem, os manuais de instruções não falam em tudo, e os pais querem que os filhos sejam felizes. O que fazer? Como afastar esse receio de não estar a fazer a coisa certa? Para saber mais, clicar AQUI.
9 lições que todos os pais devem ensinar aos filhos (e servem também para nós)
Educar dá mesmo muito trabalho, juram a pés juntos os pais de qualquer parte do mundo. Como ajudar os nossos filhos a crescerem felizes? O que devemos ensinar-lhes? E, tão importante como isso: o que podemos aprender com eles? Para saber mais, clicar AQUI.
As crianças crescem, os manuais de instruções não falam em tudo, e os pais querem que os filhos sejam felizes. O que fazer? Como afastar esse receio de não estar a fazer a coisa certa? Para saber mais, clicar AQUI.
9 lições que todos os pais devem ensinar aos filhos (e servem também para nós)
Educar dá mesmo muito trabalho, juram a pés juntos os pais de qualquer parte do mundo. Como ajudar os nossos filhos a crescerem felizes? O que devemos ensinar-lhes? E, tão importante como isso: o que podemos aprender com eles? Para saber mais, clicar AQUI.
A SuperNanny mostrou aquilo que os professores há muito dizem
O programa SuperNanny expõe claramente a falência da família. Há anos que os professores se queixam da incapacidade de alguns pais em educar os seus filhos, da sua negligência, da sua cegueira em constatar o óbvio, o óbvio que são pais incompetentes, mal preparados para a paternidade e que precisam de ajuda. Para saber mais, clicar AQUI.
Os pais estão sozinhos
Basta abrir o Facebook para se perceber que os pais não fazem ideia do que fazer com uma criança nos braços. Basta aderir a um qualquer grupo de mães para se ficar angustiado com as dúvidas que as assaltam e não as deixam dormir, com os medos que lhes toldam o raciocínio. Basta conversar com um pediatra para saber que os pais precisam mais de conselhos, apoio moral e alguém que lhes transmita confiança do que de conselhos médicos e científicos. Basta olhar para o lado para constatar que os pais precisam da comunidade, de ter família, de tios e de vizinhas que lhes digam como se faz, o que significa a borbulha que apareceu no rabo na criança e de alguém a quem tratam pelo nome que lhes garanta que aquilo que não mata engorda. Precisam de exemplos, resumindo. Os pais estão sozinhos e na sua solidão duvidam da própria sombra. Para saber mais, clicar AQUI.
O programa SuperNanny expõe claramente a falência da família. Há anos que os professores se queixam da incapacidade de alguns pais em educar os seus filhos, da sua negligência, da sua cegueira em constatar o óbvio, o óbvio que são pais incompetentes, mal preparados para a paternidade e que precisam de ajuda. Para saber mais, clicar AQUI.
Os pais estão sozinhos
Basta abrir o Facebook para se perceber que os pais não fazem ideia do que fazer com uma criança nos braços. Basta aderir a um qualquer grupo de mães para se ficar angustiado com as dúvidas que as assaltam e não as deixam dormir, com os medos que lhes toldam o raciocínio. Basta conversar com um pediatra para saber que os pais precisam mais de conselhos, apoio moral e alguém que lhes transmita confiança do que de conselhos médicos e científicos. Basta olhar para o lado para constatar que os pais precisam da comunidade, de ter família, de tios e de vizinhas que lhes digam como se faz, o que significa a borbulha que apareceu no rabo na criança e de alguém a quem tratam pelo nome que lhes garanta que aquilo que não mata engorda. Precisam de exemplos, resumindo. Os pais estão sozinhos e na sua solidão duvidam da própria sombra. Para saber mais, clicar AQUI.
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terça-feira, 14 de novembro de 2017
EDUCAÇÃO&FORMAÇÃO: As perguntas que não deve fazer aos filhos
Três especialistas enumeram as oito piores perguntas que os pais costumam fazer. Para conhecê-las clicar AQUI.
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sexta-feira, 14 de abril de 2017
LIVRO&LEITURA: "Bebés Brilhantes",
"Temos agora provas de que as experiências precoces são literalmente moldadoras do cérebro(...)" !... (com pré-publicação) AQUI.
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domingo, 29 de janeiro de 2017
EDUCAÇÃO&FORMAÇÃO: Aprender a desligar: telemóveis e empatia
Algumas pesquisas recentes demonstram que a utilização frequente de telemóveis tem mais impacto na nossa forma de comunicar do que poderíamos supor. Isto acontece porque, mesmo quando não estamos a usá-los, os telemóveis afetam os nossos níveis de empatia.
A sua utilização torna-nos mais absortos e faz com que revelemos um menor empenho em conversar com os nossos interlocutores. Este desinteresse compromete, de forma óbvia, a nossa capacidade para compreender e partilhar os sentimentos das pessoas com quem estamos a falar. De acordo com uma avaliação baseada em 72 estudos efetuados por uma equipa da Universidade do Michigan, a empatia entre estudantes universitários decresceu 40% nos últimos 30 anos. A maior descida registou-se a partir de 2001, data a partir da qual os telemóveis tomaram literalmente conta do nosso quotidiano.
A própria natureza das relações humanas alterou-se de forma a adaptar-se à era do telemóvel, sobretudo no que diz respeito às gerações mais jovens. Segundo Sherry Turkle, professora do MIT, o telemóvel ajudou a desenvolver competências em termos de comunicação aberta. “Os alunos dizem-me que conseguem estabelecer contacto visual com o interlocutor e, ao mesmo tempo, digitar mensagens, sem que qualquer das atividades seja menos bem executada”, escreve Turkle no The New York Times. Contudo, o fenómeno da atenção dividida faz com que o nível de troca comunicativa estabelecido seja superficial. Quer a empatia quer o entendimento mais profundo das pessoas exigem uma atenção plena e uma escuta ativa. Ora, estas tarefas tornam-se difíceis quando nos sentimos ansiosos acerca de uma hipotética desconexão em relação ao mundo.
Segundo Turkle, os telemóveis fazem mais do que interromper um diálogo presencial profundo. “Claro que podemos continuar a manter conversas empáticas,” afirma a professora do MIT. “No entanto, não se trata apenas de termos substituído a comunicação face a face pela comunicação digital. Trata-se de não permitir que a comunicação presencial tenha sequer lugar porque os telemóveis continuam a ser omnipresentes na nossa vida.”
A presença dos telemóveis não compromete apenas a conexão entre duas pessoas que já têm uma relação estável e definida. Tal como Helen Lee Lin, psicóloga social, escreve na revista Scientific American: “O uso dos telemóveis pode mesmo chegar a reduzir a nossa consciência social.”
Segundo a Time, pesquisas efetuadas pela Universidade de Maryland revelam que, após um curto período de tempo passado com o telemóvel, os utilizadores revelam uma menor vontade de ajudar as outras pessoas, desempenhar tarefas de voluntariado, contribuir para tarefas comunitárias, e têm um desempenho francamente mais fraco em jogos cujos resultados corretos reverteriam a favor de atividades de beneficência.
Felizmente, contudo, há sinais de esperança. Um estudo de 2015 realizado pelo Pew Research Center revela que 82% dos adultos inquiridos têm a noção de que o uso de telemóveis prejudica a comunicação face a face. Este tipo de consciência pode ajudar a despoletar atitudes que contrariem o domínio excessivo dos meios digitais de comunicação na nossa vida. Entretanto, já há campos de férias onde as crianças podem ver despertada a sua empatia pelo mundo circundante entretanto adormecida. Enquanto passeiam pelos bosques, estas crianças desconectadas redescobrem a sua individualidade e a sua capacidade para a autorreflexão. O que as torna mais recetivas para estabelecer uma relação mais profunda com os outros, que está nos antípodas daquelas que estabelecem através de mensagens digitais lacónicas e rápidas.
Ser-nos-ia útil prestar atenção ao conselho de Sherry Tucker: “Devemos deixar de ver o mundo como uma aplicação gigantesca e reivindicar a comunicação connosco, com os nossos amigos e com a sociedade. O diálogo é o antídoto para a maneira automatizada de ver a vida porque nos proporciona fluidez, possibilidade e carácter.”
Ed. Decker
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