Passo a explicar. Para tal, servir-me-ei das palavras de Fernando Savater, filósofo e grande pedagogo espanhol, no seu livro "O Valor de Educar" [pp.52-54]. São elas que melhor dirão dos objectivos & intenções deste blogue. Ei-las:
«Em linhas gerais, a educação, orientada para a formação da alma e para a transmissão do respeito pelos valores morais e patrióticos foi sempre considerada de um nível superior ao da instrução, destinada a dar a conhecer competências técnicas ou teorias científicas. (...)
Em contraposição, educação versus instrução, parece hoje notavelmente obsoleta e bastante enganadora. (...). Sucede ainda que separar a educação da instrução se mostra não só indesejável, mas igualmente impossível, uma vez que não se pode instruir sem educar e vice-versa. Como poderemos transmitir valores morais ou de cidadania sem recorrermos a informações históricas, sem termos em conta as leis em vigor e o sistema de governo estabelecido, sem falarmos de outras culturas e países, sem reflectirmos, por elementarmente que seja, sobre a psicologia e a fisiologia humanas ou em empregarmos algumas noções de informação filosófica? E como poderemos instruir alguém em matéria de conhecimentos científicos, se não lhe inculcarmos o respeito por valores tão humanos como a verdade, a exactidão ou a curiosidade?». Ah e também de Pitágoras «eduquemos as crianças e não será necessário castigar os homens»

Coragem... pequeno soldado do imenso exército. Os teus livros são as tuas armas, a tua classe é a tua esquadra, o campo de batalha é a terra inteira, e a vitória é a civilização humana" (Amicis, Edmondo in Cuore)

sábado, 18 de janeiro de 2014

ISTO É MATEMÁTICA: "acabar de vez com mito" (5ª série)

Não sabia? Não se lembrou? Já era? Não faz mal. Não tem problema. A matemática é para isso mesmo, para resolver problemas, pois, convém lembrar, ela está em todo o lado, na vida nossa de todos os dias. Desta 5ª temporada, começada em 23 /10/2013, eis os 13 episódios desta 5ºsérie:

1. Ronaldo e os Ângulos Inscritos
Neste episódio o matemático Rogério Martins fala de ângulos inscritos numa circunferência e de futebol. E para isso convidou um dos maiores especialistas mundiais da matéria: Cristiano Ronaldo. Na realidade não é bem o Cristiano Ronaldo, mas foi o melhor que conseguimos:
http://www.youtube.com/watch?v=U50VABuJnHI&feature=share&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL
2. A Escala Pitagórica
Neste episódio o matemático Rogério Martins explica o que é a escala Pitagórica. Para tal, fala de notas, quintas e oitavas... mas também de intervalos, consonantes e lobos. Cenas de músico.
http://www.youtube.com/watch?v=MYvaJrlpwKI&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL
3. o IMC
Neste episódio o matemático Rogério Martins fala da bitola dos desportistas. Que também é a angústia das mulheres... e aquilo que o actor Fernando Mendes ignora por completo: do Índice de Massa Corporal! Para isso, vamos conhecer uma fórmula... fazer umas contas... e correr um bocado numa passadeira. E Isto é Matemática.
http://www.youtube.com/watch?v=c_TnEqMmreY&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL
4. O Espirógrafo
Neste episódio o matemático Rogério Martins volta a falar da curva ciclóide para dar a conhecer toda a sua família. Para tal, fala de notas, guilloché e espirógrafos
http://www.youtube.com/watch?v=ieVefMuW2jA&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL
5. Fractais: Recriando o Universo
Neste episódio o matemático Rogério Martins fala de um dos elementos essenciais para compreender o universo: os fractais. Para tal, mostra onde eles estão na Natureza, enquanto passeia no jardim botânico de Lisboa... e joga consola
http://www.youtube.com/watch?v=c2iTZqvaNuE&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL
6. O Carro Com As Rodas Quadradas 
Neste episódio o matemático Rogério Martins tenta resolver um problema comum: o que fazer quando, ao bater num buraco na estrada, ficamos com a roda do carro "quadrada"?
http://www.youtube.com/watch?v=mZdMRQ4vqxI&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL
7. A Quarta Dimensão
Neste episódio o matemático Rogério Martins entra na quarta dimensão. Embora isto possa parecer algo saído da Twilight Zone, garantimos que é bem mais real do que parece! Entre connosco.
http://www.youtube.com/watch?v=4TnMMdT3VGw&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL
8. Ao Infinitamente Pequeno e Mais Aquém 
Neste episódio o matemático Rogério Martins faz uma pergunta curiosa: Será que podemos somar infinitas coisas, e ainda assim obter uma soma finita? Para responder brinca com quadrados, faz jogging e fala com o Zenão.
http://www.youtube.com/watch?v=jmgMK5JctPY&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL
9. O Estranho Mundo de Escher
Neste episódio o matemático Rogério Martins ensina como assentar azulejo. Matematicamente falando, é claro. Assim sendo, hoje verá azulejos, pavimentos e polígonos... mas também dará uma espreitadela ao estranho mundo de Escher.
http://www.youtube.com/watch?v=7ac0WC3tzwU&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL
10. Fenómenos Estroboscópios
Neste episódio o matemático Rogério Martins fala de fenómenos periódicos. Para tal, vai saltar numa cama elástica, dançar, correr numa passadeira, brincar com água... mas também, dedicar-se ao bricolage. Tudo isto, iluminado por uma luz estroboscópica
http://www.youtube.com/watch?v=zoSxI5SFT0E&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL
11. A Forma do Universo
Neste episódio o mtemático Rogério Martins fala sobre um dos grandes sonhos do Homem em relação ao cosmos: ver mais longe. Hoje, vamos levar esse sonho um bocadinho mais além e tentar perceber qual é a forma do Universo.
http://www.youtube.com/watch?v=xokuhkuPSr8&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL
12. Os Primos
Neste episódio o matemático Rogério Martins fala sobre números primos. A palavra primo vem aparentemente do latim Primus, que significa o primeiro ou o original. E neste episódio, você vai perceber que isto faz todo o sentido:
http://www.youtube.com/watch?v=FCMyFgUK5jM&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL
13. Monty Hall
Neste episódio o matemático Rogério Martins apresenta-lhe o famoso problema de Monty Hall. Para isso, reencena um popular concurso televisivo português dos anos 80 e 90.
http://www.youtube.com/watch?v=K0zrUomGGHY&list=PLKTNxZkADYLvMEZi791P3Hf9hj7Q0voLL

Isto é Matemática recebe prémio no Rio de Janeiro - Brasil
- http://www.clube.spm.pt/arquivo/2588
- http://www.verciencia.com.br/noticias/261/homenagem-especial-verciencia-2013-o-premio-deste-ano-e-para-a-serie-portuguesa-isto-e-matematica
- http://www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-da-educacao-e-ciencia/mantenha-se-atualizado/20131021-mec-premio-verciencia-2013.aspx

Muito merecido!
Alguma dúvida?
Não, não, cem dúvidas!

domingo, 12 de janeiro de 2014

FORMAÇÃO: Curso "Como estudar?"

PARTE I
Nesta vídeo-matéria serão analisados os principais conceitos envolvidos no bom estudo e no respectivo planejamento


PARTE II
Nesta vídeo-matéria detalharemos mais conceitos sobre como se organizar em diferentes prazos e o detalhamento da rotina diária.


PARTE III
Nesta vídeo-matéria falaremos sobre as diferenças entre aprender, fixar e revisar e suas respectivas importâncias. Mostraremos ainda a hierarquia do aprendizado, onde você aprenderá a tirar o máximo de proveito em cada uma das etapas dos seus estudos


PARTE IV
Nesta vídeo-matéria falaremos sobre os maiores - e piores - vícios nos estudos, e dicas gerais de como se estudar matérias exatas, humanas e biológicas.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

HISTÓRIA: As 100 maiores descobertas da história da Genética

Discovery Science - Das primeiras idéias sobre características herdadas em plantas ao completo sequenciamento do genoma humano, descubra porque certos traços são transmitidos entre famílias e espécies com a ciência genética.



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

EDUCAÇÃO&FORMAÇÃO: Iniciativa "Não estão a sair miúdos com competências que empresas precisam"

Porque “não estão a sair das escolas miúdos” com “as competências que as empresas precisam” pelo que as maiores empresas nacionais vão fazer um levantamento das necessidades que têm para depois as entregarem às escolas. O objectivo é “adequar os conteúdos curriculares” às empresas, explica a secretária geral do Business Council for Sustainable Development (BCSD) ao Diário de Notícias (DN).
Mais em:

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

EDUCAÇÃO/FORMAÇÃO: A fórmula da vida honesta

«Não procures granjear a amizade de alguém por meio da adulação, nem permitas que outros por meio dela granjeiem a tua. Não sejas ousado nem arrogante; submete-te e não te imponhas; conserva a serenidade e aceita de boa mente as advertências e com paciência as repreensões. Se alguém te repreender com razão, reconhece que é para teu bem; se o faz sem motivo, admite que é com boa intenção. Não temas as palavras ásperas, mas sim as brandas. Sê mais severo no discernimento do que nas palavras e mais nobre na vida do que na aparência. Afeiçoa-te à clemência e detesta a crueldade. Quanto à boa fama, não apregoes a tua nem invejes a alheia. Sobre rumores, crimes e suspeitas não sejas crédulo nem inclinado a pensar mal, mas opõe-te decididamente àqueles que com aparente simplicidade maquinam a difamação alheia.»
Mais em:
http://www.snpcultura.org/a_formula_da_vida_honesta_de_sao_martinho_dume.html

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

ENSINO&FORMAÇÃO: Khan Academy, uma preciosa ajuda...

... por um destes canais ou caminhos:

- http://fundacao.telecom.pt/Home/KhanAcademy.aspx
ou
- http://fundacao.telecom.pt/Home/KhanAcademy/KhanAcademyApresentacao.aspx
ou
- http://www.spm.pt/khan/

Entretanto e a propósito:
A maior revolução dos nossos tempos
por ZEINAL BAVA in DN de 29/12/2013

Vivemos na era da informação, e qualquer consulta na internet, rápida ou mais demorada, sobre o tema "educação" devolve-nos um conjunto significativo de resultados: os indicadores da educação, as tendências na educação, as modas na educação, a educação país a país, a tecnologia e a educação. A educação e o futuro. Toda esta informação é prova material da importância de que a educação ganhou num mundo à procura de mais talento, de um novo roteiro, de um novo sentido. E, ainda assim, nenhuma informação, mais ou menos estruturada, substitui a experiência que cada pai e mãe têm, atualmente, ao educar os seus filhos. E é por isso que, neste editorial que escrevo no âmbito do convite do DN para ser director do jornal que hoje celebra 149 anos de vida, as primeiras palavras serão sobre a minha experiência como encarregado de educação e a minha perspectiva como cidadão que acredita no papel que todos nós temos a desempenhar na revolução mais importante dos nossos dias, que é precisamente como aprendemos e como ensinamos. A educação é o futuro e investir na educação é investir no futuro do País.
Será justo dizer que os jovens que nasceram nos anos 1990 nasceram com a internet e, sem dúvida, cresceram com a internet. São verdadeiros nativos digitais, como lhes chama Dan Tapscott. Os pais destes nativos digitais vêm a usar aparelhos e ferramentas, hardware e software, com a mesma facilidade e intuição de quem aprende a atar os sapatos ou a dar um pontapé numa bola. Do meu ponto de vista, para esta geração de jovens, a informação é uma certeza. Uma garantia. Um imperativo. A informação está em toda a parte, multiplica-se, transforma-se. A informação ficou próxima, mesmo a que está distante ou que era inacessível. E, sobretudo, a natureza da informação mudou. Porque é colaborativa, porque está em rede, porque nunca, em nenhum outro momento da história, tantos tiveram acesso a tantos dados. É suficiente para falarmos de uma verdadeira sociedade de conhecimento? De forma alguma. A informação - seja ela um manual escolar, um tratado da história, um videojogo ou um novo clip de música - é matéria-prima. A informação em bruto, aquela que todos os dias invade os timelines das redes sociais, é altamente distrativa. Essa distração pode simplesmente comprometer o seu potencial. Ou, se bem utilizada, transforma-se num potencial de desenvolvimento individual e coletivo como nunca assistimos na história da humanidade. É nesta frente que tenho as minhas maiores esperanças e em que acredito na tecnologia, nomeadamente nas redes de nova geração, que garantem acesso a elevadas velocidades, e o investimento que está a ser feito no aumento da capacidade de armazenamento e processamento para dar acesso a informação em tempo real pode dar um elevado contributo.
Esta geração de nativos digitais já chegou ao mundo empresarial. E, da mesma forma que estão a mudar regras nas escolas e nas universidades, vão mudar regras nas empresas. São uma geração intuitivamente colaborativa, bem preparada pelas nossas universidades e naturalmente apta a trabalhar em qualquer ponto do globo sem perder as suas raízes e ligações mais profundas. É um dos enormes contributos da tecnologia. Não há distância que intimide. Em Portugal, um país historicamente exposto a diversas geografias e culturas, esta emancipação tecnológica é reforçadamente um factor de competitividade que está a ser utilizada por milhares de jovens que estudam, viajam e trabalham pelo mundo. E porque se emancipam como cidadãos e como profissionais, ganham, além das competências adquiridas na educação dita formal, outro tipo de qualificações, nomeadamente ao nível das ditas soft skills, como falar em público, ter argumentos para discutir temáticas diferenciadas, saber negociar em contextos vários. Podem hoje ser qualificações "invisíveis", que a estatística ainda não consegue traduzir em gráficos, mas na longa linha do tempo estas mudanças terão um impacte decisivo na revolução social, económica e cultural de que precisamos para conquistar o nosso lugar no mundo do século XXI.
Um dos grandes pensadores contemporâneos, Alvin Toffler, antecipou que os iletrados do século XXI não serão os que não sabem ler ou escrever, mas sim aqueles que não sabem aprender, desaprender e voltar a aprender. Essa viragem começa na sala de aulas. A Portugal Telecom, através da Fundação PT, abraçou, este ano, um projeto que reúne todas as condições para ser um instrumento ativo na revolução da educação. A Khan Academy, que existe desde 2006, tem precisamente como premissa virar a sala de aula ao contrário e centrar o ensino em cada aluno, no seu ritmo de aprendizagem, na personalização do que aprende, na sua motivação e crescimento pessoal. Em Portugal, neste primeiro ano, centrámo-nos no ensino da matemática e traduzimos para português 400 vídeos concebidos para oferecer uma experiência de aprendizagem pessoal interativa. Está na hora de deixar bem claro que os alunos portugueses não têm medo da matemática e, apraz verificar, que, como mostram os estudos PISA, o desempenho dos nossos jovens tem vindo a progredir, sobretudo na matemática.
O que me leva a falar de uma vertente, muitas vezes secundarizada, neste tempo em que todos nos tornamos cidadãos digitais. A tecnologia é um novo idioma universal capaz de nos ligar de e para qualquer parte do globo. Mas a tecnologia não substitui a língua em que nos expressamos, aquela em que aprendemos as primeiras palavras, aquela que mais bem serve a defesa das nossas ideias e dos nossos projetos. A nossa. Como escreveu o Gonçalo M. Tavares, uma língua não é um objeto, não é uma caneta, uma faca - uma língua não é algo exterior ao corpo, não é algo que se possa pousar numa mesa. A língua portuguesa faz parte do meu organismo. E a nossa língua, o português, é hoje falada em cinco continentes por mais de 260 milhões de pessoas, o que faz dela um factor de competitividade que devemos potenciar e desenvolver. Em 2014, no Brasil, como também poderemos ler nestas páginas da edição de hoje do DN, decorrerá o Mundial de futebol mais português de sempre. O melhor jogador do mundo fala português. Na ciência, nas artes, no desporto e nas empresas temos portugueses a dar cartas. Dizem "obrigado" quando agradecem os prémios e distinções de que todos os meses chegam notícias e são embaixadores naturais do nosso país, da nossa língua e cultura no mundo. Em Portugal, no Brasil, em África, em Timor, em Macau e em muitos outros pontos do mundo temos expressão diária do talento que fala português e da capacidade de um povo em tomar o futuro nas suas mãos. A pujança de nove séculos de história não é mero discurso de saudosistas. Há motivos como nação para sermos confiantes. Recuperando uma frase de que gosto especialmente, é tempo de todos nós acreditarmos que a melhor maneira de antecipar - e de não temer - o futuro é inventá-lo.
 
NOTA: "negritos" e "sublinhados" da minha responsabilidade.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Curso de MEMORIZAÇÃO completo

O que você faria se tivesse uma super-memória? Nesse curso (GRATUITO), Alberto Dell'Isola ensina todas as técnicas que o tornaram um dos mnemonistas mais respeitados no mundo. Alberto é psicólogo e recordista latino americano de memorização.

http://www.youtube.com/watch?v=WacqHOIErKU&list=PL24F5E7A8E3BD5A04
 
 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

EDUCAÇÃO FINANCEIRA: A Evolução da Moeda

Considerando que:
1. «No quadro da educação para a cidadania, o Ministério da Educação e Ciência (MEC), nomeadamente a Direção-Geral da Educação, está a concretizar uma estratégia de intervenção para a educação financeira no sistema educativo, conjuntamente com o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF), no quadro do Plano Nacional de Formação Financeira. Esta estratégia visa contribuir para elevar o nível de conhecimentos financeiros, junto da população em idade escolar, promovendo a educação financeira no âmbito da área transversal da Educação para a Cidadania.
A promoção da educação financeira junto de crianças e jovens em idade escolar é reconhecida, designadamente pela OCDE, como um dos meios mais eficientes para chegar a toda uma geração que se quer portadora de uma cultura financeira que lhe permita, enquanto jovem e futuro adulto, desenvolver comportamentos e atitudes racionais face a questões de natureza económica e financeira.»
http://www.dgidc.min-edu.pt/educacaocidadania/index.php?s=directorio&pid=128
2. «No âmbito do programa de educação financeira do Museu do Papel Moeda da Fundação Dr. António Cupertino de Miranda, uma das iniciativas consiste num lançamento de um concurso para apresentação de trabalhos de literacia financeira produzidos pelos alunos do ensino pré-escolar e básico.» http://www.facm.pt/facm/facm/pt/servico-educacao/educacao-financeira


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

EDUCAÇÃO/FORMAÇÃO: Como explicar aos seus filhos o que é a austeridade

Cinco conselhos para falar com os mais novos sobre a crise.

Como explicar aos seus filhos o que é a austeridade
Aus-te-ri-da-de. São cinco as sílabas desta palavra grande, complicada, difícil de entender até pelos adultos e, acima de tudo, difícil de explicar às crianças. "Mãe, o que quer dizer austeridade?". A pergunta certeira dos mais novos pode surgir em qualquer momento, mas sobretudo se a televisão estiver ligada e se estiver na hora do telejornal, com as notícias sobre a crise económica a multiplicarem-se. Perante as dúvidas das crianças, os pais devem estar preparados para responder com verdade, sem complicar e sem tentar esconder a realidade.

Uma das formas mais simples de explicar às crianças o que é a austeridade (conceito que, em economia, significa rigor no controlo dos gastos), é usar um exemplo que apele ao universo infantil e juvenil. Desta forma, pode comparar a crise no país a "um problema de gestão de semanada". O exemplo, que pode replicar uma futura conversa com os seus filhos, foi usado pelo Governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, quando questionado por alunos do 2º ciclo: "Imagina que chegas a quarta-feira, ficas sem dinheiro e até sábado andas a pedir dinheiro emprestado. Ao fim de algum tempo começas a acumular dívidas e há um dia em que chegam ao pé de ti e dizem: ou pagas ou não te emprestamos mais", explicou. A partir daí, é preciso "muito juizinho" e há que prestar contas todos os dias aos sobre a gestão da semanada, concluiu o governador do Banco de Portugal. É aqui que entra a austeridade, ou seja, o tal rigor no controlo dos gastos.
Fique a conhecer alguns conselhos para conseguir explicar aos seus filhos estes conceitos económicos:

1. De pequenino...
Não tenha receio de começar cedo a explicar aos seus filhos o que é a austeridade: a partir dos três anos, ou assim que as crianças começarem a pedir bens materiais, há que dizer-lhes que não podem ter tudo aquilo que querem e que têm de partilhar os objetos, com os irmãos, por exemplo. Em paralelo, pode também introduzir o conceito de poupança e mostrar como é positivo juntar dinheiro, para os seus filhos comprarem os brinquedos que mais desejam.

2. Envolver as crianças
Os pediatras aconselham a não esconder a realidade às crianças, até porque elas são mais perspicazes do que os adultos muitas vezes pensam. Opte por incluir as crianças nas conversas sobre o orçamento familiar, para que se sintam parte da solução, e sintam que se trata de um esforço de todos para reduzir os gastos. Utilize linguagem simples, que não assuste as crianças.

3. Menos prendas, melhores prendas
O Natal e os aniversários das crianças, quando existe uma maior abundância de prendas e de brinquedos novos, são boas alturas para explicar aos mais novos a importância da poupança no orçamento familiar: muitos pais que até agora davam, em média, quatro presentes a cada criança em alturas festivas, reduziram esse número para metade, explicando as razões para isso acontecer.

4. Livros que explicam a crise
Muito antes da atual crise económica que se abateu sobre o país e sobre o mundo, existiam já contos infantis com o objetivo de ensinar às crianças a importância do trabalho e da poupança. Um bom exemplo é a história "A Formiga e a Cigarra", mas existem também jogos didáticos que ajudam os pais a transmitir este tipo de mensagens. Mais recente é o livro "A crise explicada às crianças", de João Miguel Tavares, que usa a imagem de um urso gordo (o défice) e de um enxame de abelhas furiosas (os mercados), para falar da austeridade.

5. Finais felizes
Ao mesmo tempo que explica às crianças o que é a crise, não se esqueça de passar mensagens positivas. É importante que os adultos façam um esforço para não transmitir a sua ansiedade face à situação económica do país para os mais novos. A Sociedade Portuguesa de Pediatria aconselha as famílias a evitar "dar uma dimensão catastrófica da vida, reforçando o conceito que o ser humano é dotado de uma capacidade de adaptação às adversidades". Reforce a importância de uma atitude proactiva na vida. As crianças devem ter noção da realidade, mas continuam a precisar dos seus refúgios de fantasia e, acima de tudo, finais felizes.

in SALDO POSI+IVO em parceria com Sapo Mulher
http://mulher.sapo.pt/vida-e-carreira/dinheiro/artigo/como-explicar-aos-seus-filhos-o-que-e-a-austeridade/?page=all

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Férias, Tempo livre, tempo de graça

Crescer na gratuidade do tempo é assim um imperativo deste final de século, que se concretizará não só na obtenção de tempo livre mas talvez sobretudo no modo como é vivido, dado, permutado.
A criança a quem deixam ser criança é um mestre da gratuidade do tempo. Se a deixarem ser quem é e se tiver pessoas queridas perto de si, "ligando-lhe" sempre que precisa, brinca com as pessoas, com as coisas e as situações, relaciona-se de modo gratuito com o que está à sua volta e explora o que a vida lhe dá. Recebe constantemente a vida e dá vida a tudo e todos quantos estão à sua volta. Saboreia a vida concretizada em grandes e pequenas situações, está sempre a dar e a receber, provoca, desafia, desconcerta, cria.
E também por esta razão que temos de nos fazer como crianças para entrarmos no reino dos Céus. A gratuidade da criança é uma centelha de Deus. Aliás, na criança se encontra não só a gratuidade, mas a graça que nela está e que não se reduz a ser engraçada; a criança mantém a frescura da criação renovada: em cada dia nasce de novo.
 
Foto
Reuters/Ali Jarekji
 
Mas será que hoje abundam entre nós as crianças assim evocadas? Fazemos o possível para que deixem de existir...
Além de termos poucas crianças, achamos que temos de fazer a toda a hora coisas muito mais importantes do que estarmos com elas e com elas nos renovarmos e sobretudo, quanto ao que aqui nos interessa, somos muito interesseiros a seu respeito. Parece que as crianças só têm de corresponder aos padrões que lhes impomos, sejam eles padrões de aprendizagens "cientificamente" escalonadas, sejam padrões de realização que satisfaçam as expectativas dos pais e de quem delas cuida.
Ao contrário do que parece, há crianças, muitas crianças, que não têm tempo livre nem gratuidade na sua vida, nem encontros que para elas sejam significativos. São crianças que estão só pautadas e não aliadas com alguém. Ficam-se pela sua finitude, dóceis ou rebeldes, sem tempo para respirar, saborear, reconhecer, sem tempo para serem mestres do viver no que é o contributo próprio da sua idade para todas as idades.
Entre a criança selvagem e a domesticada, entre a pura espontaneidade e a robotização, entre o boneco sobreprotegido e o "pau mandado", precisamos de encontrar o espaço e o tempo para que as crianças possam brincar e jogar, aprender, crescer, treinar, sorrir, viver, encantar. É de pequenino, e com gratuidade, que se começa a ser alguém.
 
Foto
AP Photo
 
Os adolescentes e os jovens não terão um acesso muito mais aberto ao tempo gratuito. O problema não está em porventura não conseguirem ter tempo livre. Tê-lo-ão ou não, mas para muitos faltam outras condições de gratuidade.
O tempo livre só por si pode tornar-se um tempo vazio. Tempo de isolamento em casa e na rua, de isolamento não porque não estejam com outras pessoas - até estarão muitas vezes com gente demais - não porque não façam isto e aquilo, não porque não pairem sem conversar, mas porque não têm com quem crescer.
Conversar e ser conversado, ter interesses, saber que é bom ser capaz de se deslumbrar, de se dedicar, de conquistar a persistência, de cultivar a disponibilidade, de ganhar confiança em si "próprio e manter a confiança nos outros apesar das desilusões, que é bom saber esperar sem desanimar, saber como é bom ousar comparar-se com os outros sem desesperar, são outros tantos pressupostos da gratuidade que se aprendem à própria custa, mas que dificilmente se aprendem sozinho ou só com gente da mesma idade, sem adultos disponíveis capazes de acolher, aguentar, incitar e também de saber estar.
 
Foto
AP Photo/Charles Krupa
 
É que muitos adultos pensam ser "mais barato", embora menos gratuito, deixar que os adolescentes e jovens se entendam uns com os outros, e só uns com os outros, nos espaços aparentemente abertos, mas de "redoma", porque fechados na sua idade, que para eles sabemos criar. Criamo-los fora de casa ao encararmos a escola como instituição fechada, criamo-los nos locais de diversão, se possível fora de portas, das nossas portas, para que não incomodem, quais novas judiarias - espaços de exclusão -, criamo-los até na rua que deixou de ser de todos para já não ser de ninguém.
Quem tem familiaridade institucional com adolescentes e jovens -os pais, os professores, os outros familiares e próximos - vive com demasiada ansiedade a mudança cultural e o choque cultural.
Face à diversidade de estímulos, de situações, de princípios, de opiniões e modas, pensam que não entendem as linguagens de adolescentes e jovens, do mesmo modo que não sentem nem entendem, por exemplo, a sua música, e "quedam-se" sem ousar partilhar a arte de viver que sentem ou como anacrónica ou incompreendida.
 
FotoReuters/Yannis Behrakis
 
O mais curioso é que adolescentes e jovens com a sua sensibilidade viva propõem aos mais velhos, embora de forma por vezes abrupta, as expressões do lazer, embora sem a arte que dá sentido à expressão. Mas desafiam, e desafiam violentamente por vezes, para um "combate" em que todos ganharíamos se o aceitássemos, construindo alianças de vida fundamentais para uns e outros. Arte da gratuidade, da disponibilidade é, também neste domínio, arte da partilha, embora nem sempre calma, idílica.
Adolescentes e jovens não podem viver num mundo segregado, pago pelos adultos para que eles não incomodem. O adulto precisa de saber "perder" gratuitamente tempo com eles, também para que o adulto deles receba estímulo, e mais que o estímulo os saberes e os recursos para ser capaz de descobrir novos interesses, novas dimensões da vida que esqueceu, para receber o acesso a tecnologias novas e a novas áreas em que se movimenta muito mal.
Faltam-nos, e em Portugal faltam-nos dramaticamente, "movimentos" de adolescência e de juventude, não como novos modos de nos desembaraçarmos destes "excluíveis", mas como instâncias em que adultos e jovens se cruzem gratuitamente.
 
Foto
Jonathon Burns
 
Pagam-se, para crianças, adolescentes e jovens, pequenos cursos e aulas disto e mais daquilo, diversões, saídas, passeios, tudo quanto os possa manter entretidos em "outro mundo" desde que não seja o mundo dos adultos porque estes estão cansados e têm muitas coisas para fazer. Sai mais barato, aqui também, pagar do que dar, porque se se desse, tinha de se trocar e isso tocava, incomodava.
 
Ler mais em:

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

GEOMETRIA no quotidiano

O vídeo retrata a importância da Geometria no cotidiano, mostra que as formas geométricas estão presentes em vários contextos do dia a dia, inclusive na natureza.